sábado, 3 de maio de 2008

Nascer do Sol...




Após pouquissimas horas dormidas,

após tres longas horas de viagem

o que poderia ser melhor que esta visão do paraíso

e este nascer do Sol tão selvagem??

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Pecados Capitais: A Luxúria...


Luxúria é o apetite sexual insaciável, com exclusiva satisfação física, representa o desejo desordenado pelos prazeres sexuais. Pode ser definida como uma impulsividade desenfreada, um prazer pelo excesso...Por vezes pode representar uma fuga do amor, da intimidade e do compromisso, desvalorizando o sentimento, a intimidade, cumplicidade, que não podem ser desenvolvidos em relações rápidas e superficiais.

Uma das causas da busca incessante por sexo, aparência e estética, tem origem na própria sociedade, esse culto pelo belo, pela estética e pelo prazer geram muita angústia e insatisfação, quase sempre refletida na preocupação excessiva com o próprio físico, principalmente para quem está longe dos moldes ditados pela sociedade.

A luxúria demonstra uma grande insegurança e sobrepõe-se de tal modo que transforma a natural necessidade de amar e ser amado, numa necessidade compulsiva e patológica de satisfação, geralmente uma busca pela satisfação imediata.

A luxúria desvirtua a sensualidade e deforma o amor, tornando o apetite sexual insaciável.


Podem encontrar-se muitas pessoas com "cara de bonzinho" para seduzir, conquistar, simplesmente para conseguir o que querem e que, depois de satisfeitos, vão embora. Vivem em função da aparência, o que mostra uma pessoa que não consegue gostar de si como é, buscando compensar sua falta de confiança, supervalorizando o belo, o corpo, tanto no outro como em si.


Mas será a mera vontade de satisfação carnal sinónimo de luxúria?...

A luxúria permite-nos sentir a vida a borbulhar dentro do nosso corpo e impele-nos para o concretizar dos nossos desejos mais secretos. É a luxúria que nos faz viver a aventura do desejo!!






quarta-feira, 30 de abril de 2008

Pecados Capitais: A Preguiça...



"De todas as paixões a que nos é mais incógnita é a preguiça.

É a mais ardente e a mais maligna de todas,

ainda que a sua violência seja imperceptível e que os seus danos se escondam."



La Rochefoucauld



A preguiça é a pouca ou falta de disposição, a inatividade de uma pessoa ou aversão ao trabalho, demora ou lentidão para fazer qualquer coisa. É o tédio ou a tristeza em relação aos bens e relações. É um aborrecimento natural pelo trabalho no dia-a-dia quando o mesmo não tem o seu esforço recompensado...
A preguiça pode assumir um papel físico, no entanto não se resume apenas a isso, podendo também referir-se a preguiça mental, a preguiça de pensar, de se esforçar mentalmente e que remete o ser Humano ao simplismo ideológico.
A característica básica da preguiça revela-se em pessoas que frequentemente adiam compromissos, decisões, projetos, mudanças, ou até simples afazeres rotineiros, com a justificação de que não houve tempo, ou que irá realizar outro dia, quando na realidade apenas tentam ocultar uma insegurança exagerada na sua própria capacidade de agir.
Na maioria das vezes o preguiçoso utiliza o desânimo e o esquecimento como estratégia para fugir da necessidade de arregaçar as mangas e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida.
É como se sentissem imobilizadas perante o mundo e a sua própria vida.
Aquele que sofre de preguiça pode em alguns momentos recuperar a lucidez e desejar ter força para não mais sofrer deste mal. No entanto, é comum o sentimento de decepção quando se dá conta de que ainda não possui estabilidade emocional para empreender suas próprias conquistas.
É muito feio admitir que se tem preguiça, mas que atire a primeira pedra quem nunca sofreu desse mal, quem nunca desejou passar o dia no sofá sem se preocupar com nada, sem pensar em nada... Absorvido pela abstracção do mundo, podendo dar-se ao luxo de não fazer absolutamente nada.
"Sou feliz só por preguiça.
A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença:
é preciso entrar e sair dela,
afastar os que nos querem consolar,
aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer."
Mia Couto - Mar me quer


Pecados Capitais: A Vaidade...

"Existe a vaidade de ter, mas também a vaidade de dar e de gastar.
A vaidade é a auto-satisfação que decorre da presunção de que se é admirado.
A modéstia ostensiva nada mais é do que a vaidade disfarçada."
Valter da Rosa Borges

Vaidade é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagância seus pontos positivos escondendo os seus pontos negativos. Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas só para causar inveja nos outros.
A vaidade vista pelas lentes de alguns pode significar asseio, ou glamour, ou fantasia, ou amor ao belo, elevação da auto-estima...

A vaidade intelectual é uma espécie de veneno que nos deixa inebriados com nossa auto-ilusão de sabedoria, e, inebriados perdemos nossos reflexos, nosso direcionamento. Tem ligação directa com a ambição desmedida, a vanglória, a hipocrisia, a ostentação, a presunção, a arrogância, a altivez e o orgulho excessivo, com conceito elevado ou exagerado de si próprio.
O conceito exagerado de si próprio, o amor-próprio demasiado, a necessidade de poder, são apenas máscaras que buscam compensar a falta do amor que sente por si mesmo, traduzindo-a em comportamentos de vaidade exagerada. O orgulho está directamente relacionado com a vaidade e por conseqência com a falta de amor-próprio A ambição pelo poder e beleza, a aquisição de bens materiais que demonstrem imponência podem ser uma forma de compensar um sentimento de vazio. Esse impulso muitas vezes tem como consequência um sentimento de inferioridade, uma sensação de desamparo, fragilidade e impotência.
A vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação,
porém ela é, ao mesmo tempo,
o solo onde a burrice melhor se desenvolve.
Augusto Cury

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Pecados Capitais: A Avareza...



“A avareza e a ambição mostram-se mais descontentes do que não têm,

do que satisfeitas com o que possuem.”

François Fénelon




Avareza é o medo de perder algo que se possui. Uma pessoa avarenta tem dificuldade em abrir mão do que tem, mesmo que receba algo em troca, normalmente tornamdo-se uma pessoa egoista. Um avarento prefere abrir mão do que tem menos valor e preservar o que é mais valioso. Acha que perder algo pode ser um desastre.

Avareza na realidade significa ganância, significa o excessivo e sórdido apego ao dinheiro; a falta de generosidade e a mesquinhez. Muitas vezes o avarento monopoliza as informações que lhe chegam às mãos, por não conseguir lidar com a diversidade, com a transparência, entrando num clima defensivo.

A avareza é o produto de uma necessidade que se encontra na intimidade da humana. Ela tenta disfarçar o conflito com a busca de bens, mas nunca consegue suprimir a sensação de carência, mantendo-se a insatisfação constante, a busca interminavel dos bens materiais acreditando que com a próxima conquista será a satisfação...
O dinheiro assume o papel fonte absoluta de poder, que se consegue dominar.

Uma outra faceta da avareza/ganância é a dos afectos, a recusa ou receio em ser afectuoso com os outros que na maioria das vezes origina solidão, miséria emocional. Há muitas pessoas que agem em função da crença que o amor, o carinho, a atenção, a presença constante, podem ser facilmente substituídas por roupas caras, carros importados, uma linda casa, frequentar os melhores restaurantes, viagens constantes, como se isso preenchesse o lugar deixado pelo amor não recebido...

Os avarentos não desperdiçam um beijo, uma carícia, um gesto... A sua atitude e as suas emoções normalmente são tão fugazes que quase se tornam imperceptíveis. Poupam tudo, como se pretendessem esconder uma valiosa fortuna debaixo do colchão...


Pecados Capitais: A Ira...

A Ira pode ser entendida como um intenso sentimento de cólera, raiva, indignação, ódio, rancor ou desejo de vingança...É um conjunto de fortes emoções normalmente pronunciado por uma enorme vontade de agressão.
É preciso distinguir a ira ou cólera da raiva ou ódio. O ódio e a raiva, de certa forma, são a ira reprimida, emoções totalmente destrutivas tanto para os que as sentem como para quem se torna vitima delas. A ira é um impulso momentâneo, que provoca os maus pensamentos, levando muitas vezes a que se façam acusações injustas, ou se provoquem discussões, brigas e conflitos nas relações.
A Ira pode também ser vista como um sentimento de vingança, quando se manifesta pela vontade tida como incontrolável e dirigida a uma ou mais pessoas por qualquer tipo de ofensa ou insulto.
Alguns sábios afirmam que a Ira é uma loucura breve; por não se controlar a si mesma, e por conduzir à perda de compostura, esquecendo-se as suas obrigações, perseguindo-se os seus intentos duma forma obstinada e ansiosa, recusando-se os conselhos da razão sem que se seja capaz de discernir o que é justo e verdadeiro.
As pessoas que facilmente demonstram a Ira nas suas acções revelam-se inseguras e de certa forma imaturas por não conseguirem controlar as suas reacções. Por exemplo no campo profissional a ira é manifestada através das repreenssões agressivas e represálias frequentes de lideres emocionalmente instaveis perante os seus subalternos. Por baixo de toda essa Ira quase sempre detectamos o medo de errar, de se expressar mal, de se perder...
Por outro lado podemos pegar no exemplo das relações humanas (homem/mulher) em que muitas vezes a ira aparece como resposta obstinada de insegurança, de instabilidade emocional, revelando-se muitas vezes através da violência física e mais gravemente acentuada na violência psicológica. Normalmente estas situações terminam em arrependimento que muitas das vezes não pode ser remediado.
"Uma ira desmedida acaba em loucura;
por isso, evita a ira,
para conservares não apenas o domínio de ti mesmo,
mas também a tua própria saúde..."
Senéca

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pecados Capitais: A Inveja...


"Que belo Homem? Humm... Dá deus nozes a quem não tem dentes..."
Por mais absurdo ou ridiculo que este pensamento possa parecer é o de muitas mulheres quando aprecia o namorado da melhor amiga ou algum Homem que passe na rua e que supostamente partem do principio que terá "dona".
No entanto também acontece com os ditos homens cobiçar mulheres alheias, apreciar os bens materiais dos outros como é o caso comum dos carros; "Aquele tipo não merece a máquina que tem"
A inveja não é você querer o que o outro tem ,isso é a cobiça, é sim querer que ele não tenha, sentir desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade do outro.
O homem torna-se invejoso quando cobiça os bens do outro sempre mantendo em segredo a insegurança e crença de que não os merece.
O que dói ao invejoso não é a falta dos bens, mas do mérito, dos louros, da graça da conquista...
Quando se critica alguém, quando se diminuí, se ofende, quando se tem necessidade de falar mal de alguém... não será esse um momento de inveja, um momento em que a o sentimento de inferioridade que nos assola dá de si?
A inveja é a incapacidade de ver e aceitar o sucesso das outras pessoas, a alegria, o brilho, o mérito de alguém, seja em que aspecto for, porque na verdade, não se consegue ter essas mesmas características...
Todavia, existe uma "inveja" boa que se revela naquele sentimento de querer fazer mais e melhor porque o outro também foi capaz, aí, quando a inveja impulsiona ao sucesso podemos falar num sentimento saudavél.
Enquanto má, a inveja "morde" quem está próximo, e quanto mais pequeno e hermético for o meio, o local de trabalho, a família, a vizinhança, maior a probabilidade de ela «atacar». A melhor forma de a combater é aprender a ser-se caridoso, verdadeiro e acima de tudo honesto.
"Quem nos inveja olha-nos com maus olhos. Quando a podridão da inveja corrompe o coração já vencido, os próprios sinais exteriores indicam quão gravemente o desvario instiga o ânimo: o rosto empalidece, os olhos se abatem, a mente inflama-se, os membros esfriam, a imaginação enraivece-se e os dentes rangem."

terça-feira, 15 de abril de 2008

Pecados Capitais: A Gula...

Foto: Dan Stevens

Segundo o dicionário: substantivo feminino, do Latim gula. Excesso na comida e bebida; avidez, gulodice.


Gula: é o excesso no comer e no beber, a recorrência compulsiva à comida mesmo quando a fome não existe. A Gula pode também ser entendida como a busca dos excesso, o querer sempre mais e mais mesmo ja tendo o necessário e isso aplica-se quer à comida quer aos bens materiais por exemplo. Outro tipo de gula é a intelectual e prende-se com a atitude mental exagerada de que necessitamos aprender tudo. Em suma a gula é um comportamento excessivo, que se manifesta em vários planos tais como o emocional, sexual, social, financeiro, etc.

Na sua simbologia maior significa voracidade e pode ser entendida como uma forma de fuga a muitas dificuldades ou aos próprios sentimentos.


Agora a realidade que todos conhecemos...

Quem ja não teve dias de ansiedade, de angústia, de insatisfação, solidão ou mesmo depressão e que resolveu o problema com um ataque ao frigorifico ou ao armário das bolachas?? Claro que já aconteceu a todos, nem que fosse uma vez apenas, e por mais absurdo que possa parecer isso é nada mais nada menos que um comportamento de pura Gula...
Quem de nós não conhece um par de pessoas ditas "betinhas", "convencidas" e com um ar de "donos do Mundo auto-suficientes" que se cruzam connosco na caminhada da vida?? Pessoas que dão uma maior importância aos valores materiais, que consideram o dinheiro e o poder o mais valioso? Esses comportamentes são de gula, voracidade pelo poder, pelo dinheiro, necessidade de ter sempre mais e mais... É a supremacia do desejo material...
Concerteza estas expressões são-nos familiares, mais até do que supomos ou desejamos e cabe-nos a nós mediar esses ideiais tentando procurar o equilibrio, quer no que respeita à comida mas essencialmente no que respeita ao poder e ao dinheiro.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pecados Capitais...


Hoje, com este post pretendo dar inicio a uma temática, a dos Pecados Capitais...

'Os Sete Pecados Capitais' surgiram com base na lista de São Tomás de Aquino e pretendem explicar o quanto é importante conhecer nossos instintos mais primitivos, a nossa sombra, o lado escuro que todos nós temos...

Aparentemente designam o que existe de mau habito, no entanto aliados aos pecados surgem sete virtudes, possíveis de conseguir através da consciencialização e do autoconhecimento,numa tentativa de colocar a luz onde só reina a escuridão.

Por incrivel que nos possa parecer podemos encontrar cada um dos pecados nas nossas relações diárias e em nós mesmos. O que nos parecia ser uma realidade cinematografica ou até mesmo ficticia revela-se diariamente em situações simples de convivencia.

Os Pecados Capitais, tal qual como os conhecemos são: a Gula, a Inveja, a Ira, a Avareza, a Vaidade, a Luxúria e a Preguiça e partindo deles podemos cair num sem número de outros pecados.

A cada pecado corresponde contudo uma virtude que se praticada da forma adequada reverte o significado dos pecados. À Gula corresponde a Temperança, à Inveja a Caridade, à Ira a Paciência, à Avareza a generosidade, à Vaidade a Humildade, à Luxúria a Castidade e por fim, à Preguiça a Diligência...


Por enquanto deixo em aberto o tema... Comentem se vos der vontade...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Hipocrisia...




Durante o desenrolar da nossa vida nesta que dizem ser a sociedade a que pertencemos temos oportunidades únicas de nos cruzar com uma classe interessante de seres que se denominam como "amigos"... normalmente são seres que aparentemente se preocupam connosco, que nos aconselham, que nos acolhem, mas falta formular a questão fulcral - até que ponto é isso uma verdade?

Numa primeira análise seria impensavél enunciar tal dúvida, contudo, à medida que nos envolvemos com esses seres, muitas são as vezes em que somos surpreendidos pela sua belíssima capacidade de camuflar dos seus verdadeiros interesses em se relacionarem connosco. Será que existem pessoas realmente despretenciosoas a ponto de se "darem", de peito aberto, sem segundas intençoes em proveito próprio?

Por outro lade existe também nessa classe de seres uma característica que me surpreende a cada instante; a habilidade de censura, a capacidade de julgar os outros pelo que fazem quando na realidade sao capazes de fazerem exactamente o mesmo ou pior no preciso momento em que julgam.

Que direito tem alguêm para denunciar os defeitos dos outros, quando ele mesmo padece dos mesmos? Qual a credibilidade que alguêm possui para censurar os actos do outro, quando ele faz exactamente o mesmo?

A hipocrisia, é pretender passar aos outros, a falsa ideia do que não é, e a manifestação disfarçada das virtudes que não se tem, ou seja, o reflexo da imperfeição humana.




"A amabilidade é a mais aceitável das hipocrisias"

Ambrose Bierce

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Muito sono...


Hoje tenho sono... muito sono, preciso de férias

Palavras para quê??




terça-feira, 8 de abril de 2008

Humildade

"Entre todas as virtudes somente a humildade se ignora a si mesma: como traz os olhos baixos, e fitos no abismo do seu nada, não reflecte sobre o seu conhecimento, porque o verdadeiro humilde não presume que o seja. "

Manuel Bernardes
A humildade é uma característica das pessoas realmente sábias, não aqueles sábios pré-fabricados em Universidades que se sentem senhores do Mundo desempenhando um papel muitas vezes sem mérito conhecido, mas sim, aqueles que não se incomodam de partilhar o seu saber e levar esta realidade para a frente...
É essa a qualidade que faz a diferença...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Desilusão


Nem sempre o Mundo é como gostaríamos que fosse....
Nem sempre os sonhos obedecem aos nossos ideiais...
Nem sempre o nosso pensamento é perfeito como gostaríamos que fosse...
É pena... Poderíamos ser bem mais felizes se assim fosse!

Levemente Irritada...

Hoje durante mais um dia de trabalho, após me ter esmerado por fazer bem aquilo que me compete eis que sou confrontada com uma atitude realmente absurda que me tirou do sério...
Não sou do tipo de pessoa que guarde raiva de ninguém e apesar de ser meia explosiva basta dar dois berros bem dados, esclarecer a situação e resolve-se o assunto.
Contudo, se há coisa que me tira do sério é pessoas desinteressadas, pessoas pouco inteligentes ou que se fazem de pouco inteligentes só porque não querem aprender para não terem mais trabalho...Isso deixa-me levemente irritada...
Costuma dizer-se que só as pessoas que nos são próximas nos conseguem ferir porque com elas estamos mais vulneraveis e indefesos contra agressões mas, no entanto, porque é que mesmo em contexto profissional, quando achamos que pouco ou nada nos afecta ficamos tão exaltados com estas coisas???
Ao contrário do que me seria comum não dei o tal berro, prendi-o na garganta e estravazei sozinha a vontade de um bom "safanão" no momento certo...
Ahhh a falta que faz um bom castigo por vezes, concerteza a juventude desta sociedade daria mais valor ao que tem em vez de se acharem os "donos do mundo"

domingo, 6 de abril de 2008

Asas...



Às vezes gostava de ter asas, gostava de poder voar e fugir, de me poder ausentar para me recolher recatada num qualquer canto longe do que me fere...

Muitas vezes fazemos escolhas na nossa vida das quais nos arrependemos e gostaríamos de poder voltar atrás, já que não existe uma máquina do tempo que nos facilite a volta ao ponto em que gostaríamos de ter ficado, pelo menos podíamos ter asas para mudar, para voar...

Aprende-se com os erros, é o que dizem mas será que somos suficientemente inteligentes para mesmo sem asas poder esvoaçar e tornarmo-nos livres, deixando para trás o mal que nos fizemos?

Ser inteligente não é apenas deter muita informação, é sim ser-se capaz de fazer escolhas, de continuar a sonhar para além do que a nossa realidade nos permite...


Ter asas é saber sonhar... acho que me quebraram as minhas...


"Nunca se afaste de seus sonhos,
pois se eles se forem,
você continuara vivendo,
mas terá deixado de existir".

Charles Chaplin

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Trabalho


Depois de um inicio de semana assoberbado de trabalho eis que por fim a engrenagem se afina e as tarefas voltam à rotina... que assim permaneça!!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Regresso

Após alguns dias de descanso, carinhos, sol e ar puro, eis que chega o regresso ao trabalho.
Os dias passados no conforto do lar, perto dos meus, a visitar sítios que me são familiares deixam sempre saudades e uma enorme vontade de ter mais alguns dias de férias.
Mas, o regresso ao trabalho é inevitável, por isso, o melhor a fazer é consciencializar-me que após umas curtas mas muito saborosas férias chega sempre a realidade do trabalho e da vida quotidiana.
O primeiro dia é o que custa mais. O sono aperta na hora de levantar, a vontade de ficar em casa sem ter nada para fazer é maior que a de trabalhar... ainda para mais o Sol começa nestes dias a dar um ar da sua graça e o desejo de passear bem acompanhada torna-se dificil de gerir.

Enfim... era bom mas terminou, pelo menos por enquanto e por isso há que ganhar coragem e regressar, adoptar uma postura positiva e calma e saber aproveitar os momentos de pausa... Tudo tem o seu tempo e este é o de voltar a arregaçar as mangas e regressar ao batente, lol.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Saudades...



"Num deserto sem água, numa noite sem lua, numa terra nua, por maior que seja o desespero, nenhuma ausência é mais profunda que a tua!"


Sophia de Mello Breyner Andersen



Ainda não chegou a hora da partida e o meu coraçao diminui a cada segundo... Encolhe, e a angústia aumenta...

Será longo o tempo de ausência mas em nenhum momento me separarei de ti, em nenhum segundo duvidarei do meu amor...

AMO-TE

quarta-feira, 26 de março de 2008

Jantar a dois...

Depois de um dia mais complicado nada melhor que um jantar a dois...
Um momento partilhado com alguém que nos diga muito e nos faça sentir algo especial.

Um repasto feito para nos envolver em alegria, regado pelo leve aroma de um bom vinho e claro... brindado sempre com um sorriso e um carinho.

Um jantar muito agradável sem dúvida

segunda-feira, 24 de março de 2008

... Cansaço...



"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas,
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço..."
[...]

Fernando Pessoa



sábado, 22 de março de 2008

Esperar...


"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter conosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Margarida Rebelo Pinto in "Diário da tua Ausência"
Saberei esperar...saberei sonhar um futuro concretizavel do qual farás parte sempre...
Por mais tempo que falte, vamos saber esperar e viver cada momento...


sexta-feira, 21 de março de 2008

Primavera...


"Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las."


Augusto Cury

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tempo de mudança...


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.


É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa



Este tempo de férias era tudo o que precisava... Para abandonar momentos menos bons, para recuperar forças, para reencontrar os meus afectos, o meu Amor...



É o meu tempo de travessia, é pouco mas faço questão de o aproveitar todo ao lado dos meus, a mimar e a ser mimada, a amar e a ser amada... São as minhas merecidas férias, lol.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Ninguém me pode tirar...

...A graça de me sentir querida.
...A capacidade de sorrir.
...A delícia de ficar horas contigo ao telefone.
...A fé no nosso amor mesmo em tempos de guerra.
...A força de transformar a minha vida.
...A esperança de realizar todos os meus sonhos.
...A liberdade de poder mudar de ideias.
...A humildade de me saber imperfeita.
...A coragem de ser simplesmente EU.
...A honestidade de assumir as minhas limitações.
...A disposição para tentar mais uma vez.
...A vontade de enfrentar sempre novos desafios.
...A capacidade de pedir ajuda.
...A sensação de dever bem cumprido.
...A certeza de que a vida vale a pena.
...A alegria quando te vejo.
…A certeza de te amar!

terça-feira, 11 de março de 2008

Controlar a Ansiedade!!

"Quando receamos algum mal, o próprio facto de o recearmos atormenta-nos enquanto o aguardamos: teme-se vir a sofrer alguma coisa e sofre-se com o medo que se sente!
Há coisa mais insensata do que nos angustiarmos com o futuro em vez de deixarmos chegar a hora da aflição, e atrairmos sobre nós todo um cúmulo de tormentos?
Quando não é possível livrarmo-nos por completo da angústia, pelo menos adiemo-la tanto quanto pudermos.
A verdade é que nem o passado nem o futuro estão presentes, pelo que não podemos sentir qualquer deles. Ora a dor somente pode resultar de algo que se sente!"
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'



Por vezes a ansiedade corrói-nos por dentro como um parasita e inibindo-nos de aproveitar as coisas boas que possuimos e de saborear o presente...

segunda-feira, 10 de março de 2008

O amor...

Ninguém sente em si o peso do amor que se inspira e não comparte.

Nas máximas aflições, nas derradeiras do coração e da vida, é grato sentir-se amado, quem já não pode achar no amor a diversão das penas, nem soldar o último fio que se está partindo.
Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência.



Camilo Castelo Branco

O amor fino...


O amor fino não busca causa nem fruto.
Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há-de ter porquê nem para quê.

Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo: se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo.

Pois como há-de amar o amor para ser fino?

Amo, quia amo; amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam é agradecido. quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é fino.

Padre António Vieira, in "Sermões"

domingo, 9 de março de 2008

O amor é fodido...

"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece...
O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. [...]"

Miguel Esteves Cardoso

Momentos...


















"Há momentos que nos ficam para sempre, que guardamos em segredo e no silêncio, para nada nem ninguém lhes possa tocar. São só nossos.
A sua importância é incomensurável e por isso pertencem a outra dimensão.
A dimensão rara e perfeita que se sente em certas músicas ou em tardes de Verão, em que nós somos mesmo nós e, apesar disso, conseguimos estar em paz."

Margarida Rebelo Pinto