Mostrando postagens com marcador Realidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Realidades. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E mais um que termina...

Ora após reuniões familiares, doces e uma mesa farta eis que se aproxima a etapa final de mais um ano...
E as elacções tiradas deste ano quais serão??

É mais um que termina, 365 dias cheios de emoções revoltadas, de sentimentos alterados de vivências e experiências que nos fazem crescer (ou não) e nos fazem remexer o sangue... a nossa essência.

Este ano serviu para conhecer pessoas que pensava não existirem (no bom e no mau sentido), conheci novos locais, revisitei belezas já conhecidas e reencontrei os amigos de sempre que se mantêm fieis e eternos... Foram momentos irrepetíveis e surpreendentes pela sua particularidade.

No entanto houveram também coisas menos boas e essas não as posso esquecer pois são elas que me permitem evoluir e aprender, são os erros, as asneiras, as "estupidezes" que me perseguem e me ajudam a ultrapassar as barreiras que me são impostas.

É desses pormenores, a partir desses acontecimentos que eu faço a minha "lista" de resoluções para o próximo ano de 2009:

- Ter saúde, ou pelo menos trabalhar para isso, lol;
- Dedicar-me mais a mim...pensar em mim mais do que nos outros (prometo que vou fazer um esforço);
- Trabalhar apenas o suficiente (dar demais de mim não resulta em nada a não ser num "boa sorte para o ano" e fim de contrato... dar o litro nem a uma medalha de sabão dá direito);
- Dedicar todo o tempo possível aos meus, a quem me merece e me ama;
- Deixar de me massacrar com os problemas dos outros (isto de ser "psicóloga" do povo cansa a beleza... e ela já nem sequer é muita ehehe);
- Aprender a ser egoísta (confesso que já o deveria ter aprendido mas sempre que penso no conceito acho-o demasiado devastador para me tornar no ser assim... mas e depois... todos lucram menos eu...)
- Permitir-me os pequenos prazeres que sempre adio em prol dos desejos e necessidades alheias (mania de dar demais aos outros);
- Ser feliz, esforçar-me vivamente por aproveitar a vida que ás vezes sinto fugir por entre os dedos;
- Aproveitar todas as oportunidades, por mais arriscadas que sejam sem pensar quinhentas mil vezes nas consequências (esta queda para ser certinha mata-me, lol)
- E por fim... AMAR , amar sempre e cada vez mais...

E depois de tudo isto... DESEJO A TODOS UM EXCELENTE ANO DE 2009 E QUE O VIVAM DA MELHOR FORMA QUE SOUBEREM...




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Hipocrisia... Estagnação...


É incrível a nossa necessidade de simular felicidade quando a insatisfação e intolerância de determinadas regras é o que nos rege o pensamento, não falo particularmente mas num geral, como a voz silenciada dos que pensam como eu e se vêem obrigados sobreviver...


Vivo numa sociedade onde todos os dias tropeço em pessoas e conceitos hipócritas, em fingidores natos com uma capacidade eximia de camuflar a realidade com sorrisos, com agradinhos supérfulos quando na sua cabeça arquitectam planos maquiavélicos para nos aniquilarem ou pelo menos nos imobilizarem...


É triste, mas a nossa sociedade cada vez mais é controlada pela podridão, pelo egocentrismos, pela hipocrisia, caminhando a largos passos para a destruição...


Há que acordar... a nossa democracia está fundamentada na hipocrisia...


Se nada fizermos, se não assumirmos a nossa voz, o nosso pensamento, faremos parte do rebanho e seremos arrastados com a multidão muda e inoperante...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Surpreendente...


É fantástico como quando pensamos já ter ouvido tudo conseguimos ser surpreendidos pela mais absurda afirmação, a título de responsabiblização...

Ora, andamos nós durante um tempo infinito a dedicar grande parte da nossa vida ao relacionamento com os outros, à capacidade de socialização, à interacção comunicacional, quando de repente... voilá... vindo do recanto menos esperado e das pessoas menos envolvidas, caem como supostas granadas, comentários e concepções ideológicas pretenciosas de deitar por terra todas as nossas capacidades e personalidade até então.

Tomo como minha, a culpa de continuar a ser surpreendida com afirmações de tal envergadura, pensei que mentes assim simplesmente já estivessem extintas mas pelo que vejo, não só não o estão como se continuam a proliferar aliadas à ingnorância que cada vez mais nos assola!

Em que Mundo vivemos nós afinal que dá a todos o direito de responsabilizar os outros pelos seus próprios erros e faltas de coerência?

Num Mundo em constante mudança e consequente evolução não deveriam todos conhecer já o princípio de que "A nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro"??

As máquinas melhoram, as tecnologias evoluem, as condiçoes de vida alteram-se mas as mentalidades... essas... algumas precisam voltar ao passado para apreenderem o que lhes passou ao lado.
Espero sinceramente que isso possa ser um elemento alterável na capacidade Humana...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Aprisionada...



Hoje acordei melancólica, hiper-realista... demasiado consciente do que se passa à minha volta e no Mundo, dos sonhos que nunca serão alcançados, das decisões erradas, do futuro incerto...

Confesso que tenho tentado evitar pensar no que se passa em meu redor, que me tenho escapado da realidade recolhendo os meus pensamentos em sonhos e ideais que sei que talvez nunca alcance... é sempre duro quando a verdade nos cai em cima e nem sempre estamos preparados para arcar com as consequências, para controlar os resultados e levar avante a vida da forma que sempre imaginamos que iriamos ser capazes de fazer.

Assola-me uma constante dúvida sobre como poderei ultrapassar estes momentos de crise, tenho consciência que estou em crise interior, quero escapar-me mas a realidade mantém comigo uma ligação, uma corrente que me prende e não me permite explorar o desconhecido...


Hoje é daqueles dias que me apetece cair, tropeçar nos erros, arrepender-me das escolhas e acima de tudo poder mudar, poder corrigir, poder erguer-me sem ser julgada... será que a "vida" me dá essa oportunidade?? Será que esta corrente se solta e me permite voar sem tempo de regresso??

domingo, 18 de maio de 2008

Ningém se conhece a Si Mesmo


Todos os dias desde o momento em que acordamos e nos apresentamos ao Mundo e aos outros somos sujeitos, apesar de nos agradar ou não, a julgamentos.
Por mais que as pessoas queiram afirmar que não julgam sem conhecer, que não rotulam sem saber, mal nos põem os olhos em cima dão-se ao direito de tecer um pensamento a nosso respeito, põem-nos como que uma etiqueta na testa que nos identifica perante um grupo e que nos insere numa espécie de estante onde estão arrumados aqueles a que nos consideram semelhantes... Funciona como uma espécie de memória selectiva talvez...

Agora eu questiono: Quem deu a essas pessoas o direito de me qualificar?? ou melhor... Até que ponto é que eu própria me conheço a mim mesma para me defender das etiquetas e rótulos, dos lugares menos adequados na prateleira da Sociedade??

Por mais que pense e tente argumentar as minhas próprias divagações cada vez mais me convenço que nem eu me conheço a mim própria porque a cada dia que passa, a cada situação que se me apresenta descubro em mim novas formas de lidar, de agir, que até então não conhecia sequer a existência. Desvendo novos comportamentos, novas reacções que nem sempre se encaixam naquilo que sempre considerei como princípios...
A vida a cada dia ensina-nos coisas novas a nosso respeito, torna-nos mais aptos, mais fortes, mais adaptados... falta saber se no meio de tudo isto não nos perdemos numa espiral sem fim, num labirinto sem retorno... Se não nos destruimos sem saber como nos construir de volta...

"Julga que se conhece, se não se construir de algum modo? E julga que eu posso conhecê-lo, se não o construir à minha maneira? E julga que me pode conhecer, se não me construir à sua maneira?
Só podemos conhecer aquilo a que conseguimos dar forma. Mas que conhecimento pode ser esse? Não será essa forma a própria coisa? Sim, tanto para mim como para si; mas não da mesma maneira para mim e para si: isso é tão verdade que eu não me reconheço na forma que você me dá, nem você se reconhece na forma que eu lhe dou; e a mesma coisa não é igual para todos e mesmo para cada um de nós pode mudar constantemente.
E, contudo, não há outra realidade fora desta, a não ser na forma momentânea que conseguimos dar a nós mesmos, aos outros e às coisas. A realidade que eu tenho para si está na forma que você me dá; mas é realidade para si, não é para mim.
E, para mim mesmo, eu não tenho outra realidade senão na forma que consigo dar a mim próprio. Como?
Construindo-me, precisamente... "
Luigi Pirandello, in "Um, Ninguém e Cem Mil"






terça-feira, 13 de maio de 2008

Desequilíbrio...

Às vezes, quando achamos que já tudo nos aconteceu, eis que somos surpreendidos por mais um presente envenenado vindo de um destino jamais pensado...
Ora ser-se contemplado por actos surreais de malvadez e mesquinhice não é coisa que se engula com um simples copo de água, por maior e mais duradouro que ele seja.
É absurdo, mais ainda me surpreende como é que nos dias de hoje, pessoas portadoras de uma suposta "boa índole" e de uma imagem angelical, cuidadosamente trabalhada, conseguem dissimular-se durante uma infinidade de tempo sem que ninguém tome a iniciativa de as desmascarar...
Não querendo ser a defensora da verdade, a justiceira dos desgraçados chegou a minha hora... A hora de eu dizer basta, de eu expôr ao ridículo a capa, de fazer cair a pele de cordeiro e do alto da minha insignificância neste mundo abrir para todos o quão desequilibradas algumas personagens que nos povoam o cenário podem ser.
Chega de tentar encobrir e desculpar actos ruins nem que seja por pena... BASTA... É preciso falar...